A Árvore e suas Forças 

Uma breve explanação da Árvore e suas Forças

Árvore da Vida é o grifo fundamental da Tradição Mística Ocidental, utilizada para meditação e trabalho ritualísticos e práticos de várias Ordens herméticas no mundo Ocidental.

Que por sua abrangência, se eleva a tonalidade majestosa da filosofia universal, que por muito tempo ficou restrita como fonte de referência para estudos de algumas poucas escolas iniciáticas e ordens religiosa, desenvolvendo e propagando se a sombra do mais profundo mistério". 

 

A compreensão profunda destes textos fundamentais foi transmitida diretamente de mestre para discípulo ao longo de 4.000 anos.

Em 1922, - Israel, o Rabino Yehuda Ashlag, completou a primeira tradução do Zohar do antigo idioma aramaico para o hebraico dos dias de hoje. Foi um momento importante na história da Cabalah, por ter marcado a primeira vez em que essa sabedoria se tornou disponível a leigos, antes reservado a poucos.

Com estas revelações traduzidas um novo enfoque se deu, quebrando as barreiras, percebeu-se a necessidade de uma melhor condição humana, pois só assim poderíamos evoluir mais rapidamente como um todo, trazendo benefícios para toda a humanidade.

 

O esquema da Árvore de vida é à planta base do templo de Salomão, da Basílica de São Pedro e de várias Catedrais construídas por toda a Europa na Idade Média. Muitos dos seus símbolos são arquetípicos, o que significa que têm sentido profundo para os homens de todas as raças e credos. Eles encarnam experiências humanas fundamentais como "masculinidade", "feminilidade", "maternidade", é o nosso DNA espiritual.

"É uma filosofia que apresenta mais de um ponto de congruência com Sócrates, Platão.

Centenas de estudiosos laicos e religiosos, dotados de profundo conhecimento oculto, místico, alquímico, astrológico e matemático, muitos dos quais já ouvimos falar e estudamos em algum livro.

A exemplo de Simon Ben Yochai, Rab do ano 70 DC que escreveu o Zohar, Moises de Leon que o encontrou 1200 anos depois, rav Nechunia Ben Hakana que escreveu o Bahir, Isaac de Luria,  Abraão Abulafia, Pico de la Mirandola, Copérnico,  Paracelso, Isaac Newton,   Espinosa,   Francis Bacon, Robert Fludd, Eliphas Levi, Jacob Boeme, Franz Xaver von Baader XVIII, Louis Claude de Saint-Martin, Freud e C.Jung, Benjamin Franklin e Albert Einstein, e o precursor da numerologia cabalística no Brasil, F. Valdomiro Lorenz, assim como tantos outros que dedicaram suas vidas em benefício da humanidade, chegamos aos dias de hoje, muitos deles foram criados neste sistema e instruídos no seu uso prático.

 

 Comecem a viver, agir e a pensar dentro deste sistema. Trabalhando com este sistema todos os dias, meditando sobre ele e interpretando a vida do ponto de vista da sua estrutura, isso traz ordem ao caos de nossa vida interior, aos sonhos e projetos tão almejados; e ao alcançarmos o estágio adequado de preparação, todo o trabalho passará a se basear na estrutura da Árvore da Vida sendo prático o seu uso.


Para que a Cabalah se torne parte da nossa vida, seu uso deve ser completamente automático se quisermos alcançar o seu pleno proveito. Por isso, é uma excelente ideia tomar notas e traçar diagramas em todas as oportunidades. Desse modo, o sistema se torna parte do nosso mundo interior. 


A maioria dos estudiosos modernos não está muito interessada em pesquisa longas e profundas por empregar demasiado tempo, pelo imediatismo buscam algo que possa ser utilizado hoje com rápido retorno financeiro. A Cabalah é um sistema vivo e se desenvolve com o uso, evoluindo, como devem evoluir todos os sistemas de conhecimento destinados a sobreviver. Os elementos cabalísticos são frequentemente classificados dentro de quatro títulos:

(1º) Cabalah prática, que trata da magia cerimonial;

(2º) Cabalah dogmática, que compreende a literatura e o sistema;

(3º) Cabalah literal, que trata das letras e dos seus valores numéricos;

(4º) Cabalah oral, que se ocupa com a atribuição dos símbolos e às esferas da Árvore da Vida.

Etz Chaim, (Árvore da Vida), é, na verdade, a Árvore do Conhecimento. Ela é composta de dez círculos ou esferas chamadas Sephiroth, que significa "emanações". A forma singular de sephiroth é sephirah. Estas sephiroth são dispostas em três triângulos ficando o décimo círculo isolado embaixo, conforme é mostrado pela figura de abertura.

Os triângulos são ligados entre si por vinte e duas linhas ou caminhos. Observando a figura da ilustração, você poderá perceber isto. Os círculos representam estágios no desenvolvimento das coisas, em especial, na evolução do universo e da alma. Os círculos são numerados de 01 a 10 de acordo com a linha em ziguezague chamada raio, que às vezes é ligada ao diagrama da Árvore.


Se você quiser perguntar porque as esferas da Árvore não podem simplesmente ser dispostas em linha como uma série de contas, a razão é que a Árvore representa um conjunto de relações, com o Macro e o Microcosmo, não apenas uma sequência de eventos. (Corpo Humano).

 

 As dez esferas da Árvore podem ser consideradas como três linhas verticais ou pilares. Tal disposição apresenta os três grandes princípios complementares de atividade, passividade e equilíbrio. Os pilares laterais representam sempre os complementares, enquanto o do meio retrata o estado de equilíbrio entre eles.


O simbolismo do pilar, como toda a relação na Árvore, pode ser aplicado igualmente à humanidade ou ao universo. O significado das forças complementares da Árvore se tornará clara à medida que aprofunda o seu estudo. É apresentado um círculo pontilhado entre os círculos um e seis; ele representa uma "sephirah invisível", chamada Daath. Para localizar melhor os círculos, comece numerando do alto e no centro, como círculo 1, Kether, o círculo 2 a direita é Chakmah, o 3 a esquerda é Binah, o 4 à direita é Chesed, esquerda 5, é Geburah, no centro o 6 Tipheteth, 7 à direita Netzach, esquerda 8 Hod, centro 9 Yesod, centro embaixo 10 Malkuth. Na tradição cabalística, os pilares muitas vezes eram chamados de SEVERIDADE (Ativo), MISERICORDIA (passivo) e ESTABILIDADE (equilíbrio).

 

​ ​A Árvore da Vida é um diagrama que representa todas as forças e fatores atuantes no universo e na humanidade. Não existe nenhuma característica, influência ou energia que não seja suscetível de representação na Árvore. O começo, o fim e os caminhos intermediários, todos são representados. Pode-se assim ver o passado, o presente e o futuro nas dez sephiroth e nos vinte e dois caminhos que as ligam. Somos, naturalmente, construtores de formas.


Todo o nosso passado foi consumido numa luta corpo a corpo com a forma, pois mesmo os reinos etéricos do plano mental são túrgidos e restritivos para o espírito. Não é de se surpreender, portanto, que a personalidade, ela própria uma complexa forma mental e emocional, veja forças abstratas em símbolos concretos. D-us fez o homem à  Sua imagem e semelhança e fazemos o mesmo com o nosso universo interior, nossa percepção das forças abstratas é personalizada ou formalizada de acordo com o nível da nossa compreensão do momento.


Os Titãs, os Deuses do Olimpo e os Deuses com cabeça de animais do Egito são formas feitas pelo homem. Os arcanjos, anjos, serafins e querubins, os elementais e as fadas do folclore são personificados em formas aladas, rodas ardentes, pilares de fogo, etc. segundo a profundidade da nossa percepção e os limites do nosso suprimento de imagens mentais. Os símbolos personalizados são palavras no vocabulário dos ocultistas. Com as palavras de que nos servimos na vida diária, eles representam realidades; só há ameaça de perigo quando elas são tomadas erroneamente pelas realidades que representam.


O ocultismo jamais pode ser restringido a uma série de fórmulas rígidas. A experiência humana é individual e alguns aspectos dela podem ser singulares. Tampouco duas pessoas reagem do mesmo modo a uma experiência. Há, por conseguinte, pouco valor em adquirir um livro sobre a Cabalah com uma série de poderes facilmente acessíveis e utilizá-lo como um substituto da experiência pessoal. O livro só pode servir para apontar o caminho. Seja como for, tudo depende do uso que você fizer da Árvore da Vida como símbolo fundamental.


A Cabalah é um sistema sábio e complexo. Mas é também um excelente "fichário" para você utilizar na sua vida cotidiana. Contudo, só é precioso na medida em que pode ser usado. A maneira como cada pessoa faz uso do sistema é exclusivo dela. Lembre-se de que os símbolos, rituais e palavras são meras formas exteriores, que você, o ser espiritual essencial, usa para aproveitar as suas próprias forças a fim de tornar-se um ser mais perfeito, levar uma vida mais fecunda e contribuir para a herança espiritual deste planeta. 

As Letras Hebraicas

Dizem que um professor de hebraico numa universidade inglesa iniciou sua preleção com as palavras: - Senhoras e Senhores, esta é a língua que D-us falava. Talvez isto estivesse sendo um pouco exclusivista, mas tinha boa razão para isso. Uma considerável parte das sagradas escrituras da cultura ocidental foi indiscutivelmente escrita nessa língua antiga.
As vinte e duas letras do alfabeto hebraico são todas consoantes. Os sons vogais, ou pontos, foram acrescentados posteriormente. Diz a lenda que, durante a Criação, D-us fez desfilar diante de Si as vinte e duas letras e "viu que eram boas". Recebido à aprovação divina, as letras foram consideradas sagradas, cada uma representando uma ideia de som, peso e medida. Tempo (passado, presente e futuro), espaço (comprimento, largura e profundidade) e matéria (sólida, liquida e gasosa).

A forma atual das letras é semelhante aos objetos que originalmente se supunha que representassem. Desse modo, Shin, a vigésima primeira letra, representa o dente da serpente, enquanto Kaph, a décima primeira, uma palmeira.

A esta altura você deve estar se perguntando se precisará aprender o hebraico antes de compreender a Árvore e utilizá-la. A resposta é um simples NÃO. A Árvore é um sistema universal de relações. Pode ser expressa em qualquer língua e época.

Porque estamos fazendo digressões sobre o hebraico? Antes de tudo, porque as ideias cabalísticas foram originalmente expressas em hebraico e muitas obras subsequentes, basearam grande parte de suas teorias e práticas nas letras e seus significados. Em segundo, porque centenas de estudiosos do ocultismo, meditando e trabalhando sobre elas no ritual, tornou o hebraico uma espécie de centro do inconsciente da Tradição Místico-Religiosa Ocidental.


O moderno ocultista, assim diz a teoria, pode através da reflexão sobre as letras, sintonizar esse conjunto de ideias e experiências. (Através de Meditação e Mantras por repetição das letras hebraicas que compõem os nomes de D-us IEVE-).

As vinte e duas letras, todas consoantes, equivalem aos números. Pois o hebraico não tem nenhum sinal para os números, de modo que se dá a cada letra um valor numérico. Os antigos rabinos usavam essa característica, desenvolvendo uma forma de numerologia chamada Gematria. 

Se os valores das letras isoladas que compõem uma palavra são totalizados, a soma obtida pode ser comparada aos resultados ajustados a outras palavras. Todas as palavras com um total comum são consideradas como tendo uma afinidade especial. Os cabalistas dividem as letras em três grupos: letras-mãe, letras duplas e letras simples. Há três letras-mãe, sete duplas e doze simples

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